quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Documentário sobre índios isolados é uma das atrações do Festcineamazônia


              O longa-metragem ‘Paralelo 10’ recebeu neste ano o prêmio de melhor filme no festival internacional – FICA 

O premiado filme ‘Paralelo 10’ será exibido na 10ª edição do Festival Latinoamericano de Cinema e Video – Festcineamazônia, realizado de 6 a 10 de novembro, no Teatro Banzeiros. A obra, dirigida por Silvio Da-Rin, fala sobre a situação dos índios isolados no Brasil na fronteira com o Peru. 

O longa-metragem, produzido no ano passado, recebeu o prêmio de melhor filme da mostra competitiva do 14º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental - FICA, em julho e o melhor documentário no Festival de Cinema Brasileiro em Toronto, em outubro. 

O documentário narra a história de José Carlos Meirelles, um dos mais destacados sertanistas brasileiros que estava há um ano e meio afastado do Acre, e retorna à região do Paralelo 10º Sul, em companhia do antropólogo Terri de Aquino. O filme viaja com eles durante três semanas, subindo o Rio Envira, enfrentando vários tipos de obstáculo e se aproximando cada vez mais das malocas de índios isolados. 

Nessa jornada, Meirelles rememora experiências, expõe contradições de seu ofício e discute com índios Madijá e Ashaninka a melhor forma de se relacionar com os índios “brabos”, sem tentar amansá-los nem exterminá-los.
Carlos Meirelles e Terri de Aquino
O diretor de ‘Paralelo 10’, Silvio Da-Rin, faz documentários desde 1979. Dirigiu 14 filmes e vídeos, vários deles premiados em festivais brasileiros e internacionais. Foi por duas vezes presidente da Associação Brasileira de Documentaristas. Entre 2007 e 2010 desempenhou a função de secretário do audiovisual do Ministério da Cultura. Desde maio de 2010, é gerente executivo de Articulação Internacional e Licenciamento da Empresa Brasil de Comunicação - EBC/TV Brasil.

O Festcineamazônia acontece de 6 a 10 de novembro, no Teatro Banzeiros, em Porto Velho. O festival tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, Secretaria do Audiovisual, apoio cultural do Centro Técnico Audiovisual – CTAv e Governo de Rondônia através da Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer - SECEL.

SINOPSE
Mais de um ano e meio afastado do Acre, o sertanista José Carlos Meirelles retorna, em companhia do antropólogo Terri de Aquino, à região do Paralelo 10 Sul, linha de fronteira com o Peru. O filme viaja com eles durante três semanas, subindo o Rio Envira, enfrentando vários tipos de obstáculo e se aproximando cada vez mais das malocas de índios isolados. Nessa jornada, Meirelles rememora experiências, expõe contradições de seu ofício e discute com índios Madijá e Ashaninka a melhor forma de se relacionar com os índios “brabos”, sem tentar amansá-los nem exterminá-los.
SINOPSE CURTA
Um barco sobe o Rio Envira, no Acre, levando o sertanista José Carlos Meirelles e o antropólogo Terri de Aquino. Eles vão discutir com índios Madijá e Ashaninka como atenuar o tenso relacionamento com os índios “brabos” que habitam a região.

CRÉDITOS PRINCIPAIS
direção e roteiro Silvio Da-Rin
produção executiva Beth Formaggini
produção executiva de finalização Marcos Guttmann
direção de fotografia e câmera Dante Belluti
som direto Altyr Pereira
montagem Joana Collier
edição de som, música e mixagem Edson Secco

PARTICIPAÇÃO EM FESTIVAIS
Seleção para as seguintes mostras competitivas internacionais:
Estréia Mundial: Festival del Nuevo Cine Latinoamericano - Havana / Cuba
Festival Internacional de Cine en Guadalajara - México
Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade - São Paulo
Festival de Cinema Brasileiro em Paris - França








                                                                              Veja o Trailer Oficial.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lei de Cotas, Universidades e institutos federais para alunos índios

 


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (15), no programa de rádio Café com a Presidenta, que o objetivo da Lei de Cotas é ampliar o acesso às universidades e institutos federais para os jovens de escolas públicas, negros e índios. No programa, ela destacou a assinatura da regulamentação da Lei de Cotas, publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

“Essas universidades e os institutos estão entre os melhores do país e, muitas vezes, as pessoas vindas das escolas públicas têm dificuldade de ter acesso à universidade pública. Por isso, essa lei contribui para saldar uma dívida histórica do Brasil com os nossos jovens mais pobres”, disse.

Dilma explicou que, com a lei, as universidades e os institutos federais vão ter que reservar, no prazo de quatro anos, metade das vagas de todos os cursos para alunos de escolas públicas, levando em conta a renda familiar e a cor do estudante. Já no próximo ano, todas essas instituições terão que reservar, no mínimo, 12,5% das vagas para estudantes cotistas.

“Esses alunos passarão por processos seletivos para ter acesso às cotas. As universidades vão ter quatro anos para implantá-las de forma integral, mas os processos seletivos para as matrículas do ano que vem, inclusive aqueles que utilizam a nota do Enem, já devem reservar 12,5% das vagas para os alunos cotistas”, afirmou.

A presidenta destacou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está democratizando o acesso às universidades sem abrir mão do mérito de cada aluno. Ela disse que a nota do Enem é fundamental para o acesso dos estudantes às políticas governamentais de ensino superior, como o Prouni, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o programa Ciência sem Fronteiras, que garante bolsas de estudo no exterior.

“Eu quero dar um conselho para os quase 6 milhões de jovens que vão fazer as provas do Enem agora em novembro: que vocês peguem firme e estudem bastante, porque o Enem pode mudar a vida de vocês. Com o curso superior, o jovem e sua família têm oportunidade de melhorar de vida e ainda ajudar o país a se desenvolver”.


Café com a presidenta
www.cafe.ebc.com.br

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Candidato a vice-prefeito é preso com armas e drogas em Jenipapo dos Vieiras.


Indígenas da Reserva Canabrava exerceram a cidadania neste domingo (7) e votaram com tranquilidade em Jenipapo dos Vieiras, na região central do Estado, a 580 quilômetros de São Luís. Lá, são 11.196 aptos a votar, sendo 1.163 indígenas.

Desse total, exatamente 15% são indígenas da tribo guajajara. Na escola local, funcionam duas seções: uma com 258 e a outra com 246 eleitores. A votação começou cedo e houve índice de comparecimento alto.

A manhã de terça-feira (9) foi marcada por mais uma manifestação, tendo como motivo a insatisfação com os resultados das eleições municipais de domingo. Desta vez, o município que serviu de palco para o protesto foi Jenipapo dos Vieiras, onde populares e indígenas bloquearam a BR-226, na altura do povoado Santa Maria.

De acordo com a polícia, o movimento foi incentivado pelo candidato a vice-prefeito do município Osvaldo Amorim Soares, de 44 anos, filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) e que foi derrotado no pleito de domingo. Ele foi preso e autuado por porte ilegal de armas e tráfico de drogas, pelo fato de em sua casa ter sido apreendida uma grande quantidade de armas e drogas.
De acordo com o delegado regional de Barra do Corda, Alexsandro Passos Dias, a manifestação começou por volta das 9h, quando o candidato a vice e outros militantes do seu partido incentivaram os índios da região a bloquear a rodovia. Ao ser comunicada do ocorrido, a Secretaria de Segurança enviou policiais civis e militares ao local para conter a situação.
O delegado Alexsandro Dias informou que, durante a chegada dos policiais, houve muita correria e foi percebido que algumas pessoas estavam armadas. Foi iniciada, como disse o delegado, a perseguição aos suspeitos e durante a prisão deles aconteceu a localização do arsenal pertencente a Osvaldo Soares
As armas, segundo Alexsandro Dias, estavam numa casa do candidato localizada no povoado Santa Maria. Foram apreendidas nove armas brancas, entre facas e facões; seis revólveres, seis espingardas, uma pistola calibre 380, uma escopeta, 36 balas de diferentes calibres, 26 cartuchos e um carregador de pistola. Foram encontrados também quase 3 kg de maconha.
A operação que conteve a manifestação e resultou na prisão do candidato contou com a participação de 40 policiais militares e civis, coordenados pelo major Antônio Markus da Silva, comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, de Barra do Corda. Além de Osvaldo Soares, foram presos quatro moradores, portando armas de fogo: Antônio José da Silva Costa, João Batista Filho, Francisco Flávio Nazareno de Sousa e Paulo Guajajara.
O delegado Alexsandro Dias afirmou que os cinco presos foram autuados em flagrante por incentivo à desordem pública, porte ilegal de armas, tráfico de drogas e formação de milícias. Dias contou ainda que havia boatos de que os manifestantes pretendiam atear fogo na Prefeitura e na Câmara de Vereadores, mas apenas bloquearam a BR.

Por volta das 14h30 desta terça-feira (9), o trecho da BR-226, foi liberado. Segundo a polícia, cinco homens foram presos, entre eles o candidato a vice prefeito do partido PRB, Oswaldo Amorim Soares. Segundo o delegado, os suspeitos estão sendo ouvidos e as devidas medidas deverão ser tomadas após os depoimentos.

Fotos: Força Tática da PMMA


Liberado trecho da Estrada de Ferro Carajás ocupado por Guajajaras


Índios ocuparam trecho da rodovia na terça-feira (2). (Foto: Reprodução/O Estado)
Liberada na madrugada desta sexta-feira (5), a Estrada de Ferro Carajás (EFC), que estava bloqueada desde a manhã de terça-feira (2) por índios Guajajaras.
A informação foi confirmada pela assessoria da Vale. O trecho no Km 289 da ferrovia, entre os povoados de Mineirinho e Auzilândia, no município de Alto Alegre do Pindaré,que fica a 340 km de São Luís,foi bloqueado pelos  índios em protesto à portaria 303, da Advocacia Geral da União, que trata da  demarcação  de  terras indígenas.  As operações ferroviárias da EFC estavam paralisadas.
A viagem do trem de passageiros foi interrompida.  A assessoria da Vale não informou, até o momento, se houve reunião com os indígenas para negociar saída do local.

Liminar

A liberação da ferrovia havia sido determinada pela Justiça Eleitoral. A decisão liminar foi assinada pela juíza Clemência Maria Almada Lima de Angelo, que responde pela titularidade da 5ª Vara Federal.

Para garantir o cumprimento da decisão, uma equipe da Polícia Federal foi enviada ao local junto com representantes da Vale e da Funai no Maranhão. Segundo informações repassadas pela PF, não houve tentativa de reação no momento em que a polícia chegou ao local. Os indígenas teriam concordado com o cumprimento da decisão, mas, antes de liberar a ferrovia, querem acertar alguns detalhes com a Vale.


Em nota, a Vale informou que a manifestação dos indígenas não teve relação com a mineradora, e reforçou que repudia a invasão da rodovia.
Veja, abaixo, a nota na íntegra:
"A Vale informa que retomou na madrugada desta sexta-feira, 5 de outubro, as operações de transporte de carga na Estrada de Ferro Carajás (EFC). O Trem de Passageiros também voltará a circular, partindo neste sábado da estação de São Luis (MA) com destino a Parauapebas (PA).

A empresa obteve na noite de quarta-feira, 3 de outubro, liminar da 5ª Vara da Justiça Federal de São Luís determinando o imediato desbloqueio da Estrada de Ferro Carajás. Na manhã da última terça-feira, 2 de outubro, indígenas das comunidades Guajajaras e Awá-Guajá bloquearam a ferrovia no km 289, entre os povoados maranhenses de Mineirinho e Auzilândia, no município de Alto Alegre do Pindaré (MA). O ato se deu em protesto contra a Portaria 303 da Advocacia Geral da União, que trata sobre a salvaguarda de direitos indígenas. A manifestação não teve relação com a Vale.
A Vale reitera o seu repúdio a atos arbitrários e violentos de invasão da ferrovia e informa que pedirá à Policia Federal e ao Ministério Publico a apuração da autoria e materialidade do crime de perigo de desastre ferroviário, entre outros."