sexta-feira, 30 de março de 2012

Ibama fiscaliza situação de serrarias no MA.


O corte ilegal de Madeira ameaça três reservas indígenas no noroeste do Maranhão: Alto Turiaçu, Caru e Awá-Guajá, um dos últimos povos de caçadores-coletores do Brasil. A sobrevivência destes povos indígenas dependem diretamente da caça e dos frutos da Floresta. Fiscais do Ibama de cinco estados foram mobilizados para combater a ação dos madeireiros neste lado da Amazônia Brasileira. Eles estão desmontando as serrarias flagradas sem a licença ambiental. Militares do Batalhão Florestal dão apoio ao trabalho dos fiscais. As serrarias que estão sendo desmontadas já foram embargadas pelo menos uma vez, outras tiveram máquinas apreendidas  e voltaram a funcionar. Desta vez o Ibama usou Caminhão guincho para recolher os equipamentos. Em uma semana catorze serrarias foram desmontadas em Centro do Guilherme e Santa Luzia do Paruá, municípios no Noroeste do Maranhão. Foram aprendidos mil metros cúbicos de madeira, sem origem legal, que estavam estocados nos pátios das serrarias. Madeira suficiente para encher quarenta e cinco caminhões."Encontramos serrarias instaladas a menos de cinco quilômetros do limite da Terra Indígena, são serrarias que aparentemente estão legalizadas, mas que se utilizam do artifício de  teoricamente comprar madeira de plano de manejo que estão a duzentos quilômetros de distância mas retiram de fato a madeira das Terras Indígenas", disse Ciclene Brito, Chefe da Divisão Téc.Ambiental do Ibama-Ma. Várias serrarias foram fechadas e as máquinas que foram apreendidas estão guardadas em um depósito no município de Zé Doca-MA, os donos das serrarias estão sendo identificados e devem responder por crimes ambientais.


Assista o vídeo
http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/t/edicoes/v/ibama-ficaliza-situacao-de-serrarias-no-maranhao/1881108/

terça-feira, 27 de março de 2012

Coordenação Regional da FUNAI de Imperatriz participa da 1ª CNATER – Etapa Estadual.



Durante os dias 22 a 24 de março, a Coordenação Regional de Imperatriz, esteve presente na 1ª Conferência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – CNATER, Etapa Estadual, que aconteceu na sede da FETAEMA, em São Luís – MA. O objetivo da reunião foi o foco na melhoria de vida da população campesina maranhense, e foram definidas proposições que serão incorporadas ao documento base da 1ª Conferência Nacional de Ater (1ª CNATER), que acontece de 23 a 26 de abril, em Brasília.

A FUNAI, como Fundação Federal que trabalha para o desenvolvimento dos indígenas no Estado, tem a função de participar e discutir sobre as especifidades da Assistência Técnica e Extensão Rural Indígena, e colaborou na formação das propostas definidas no Documento Base. Também a COAPIMA, entidade estadual representante dos Indígenas, mandou seu Presidente, Silvio Guajajara, para o debate.
Foram discutidos durante o evento cinco eixos temáticos de ATER:  Desenvolvimento Rural Sustentável; Diversidade da Agricultura Familiar e a Redução das Desigualdades; Políticas Públicas; Gestão, Financiamento, Demanda e Oferta dos Serviços; e Metodologias e Abordagens de Extensão Rural, de onde foram tiradas as propostas e diretrizes a serem discutidas em Brasília.

A 1ª CNATER contou com 325 participantes, sendo a FUNAI representada pelo seu atual Coordenador Regional Sr. Júlio César Gomes Pinho, e o Indigenista Especializado João Henrique Cruciol, do Setor de Atividade Produtiva, ambos com formação em Engenharia Agronômica. Também estavam presentes representantes de 7 etnias indígenas do Estado: Ka’apor, Guajajara, Krikati, Gavião Pukobyê, Awá-Guajá, Krenjê e Krepymkatêje, e a COAPIMA.

A participação da FUNAI no envento destacou a realidade da ATER nas Terras Indígenas do estado, e cobrou uma participação mais ativa do Órgão estadual responsável pela atividade.

Dos 36 Delegados que vão à Brasília para a Conferência Nacional, a FUNAI garantiu sua vaga, e mais duas vagas foram destinadas aos indígenas.



Servidores da Funai de Imperatriz orientam Índios no Plantio de Mudas.





Durante período de 12 a 15 de março, servidores da Coordenação Regional de Imperatriz – FUNAI, auxiliaram famílias da etnia Krikati, municípios de Montes Altos, Sítio Novo e Lajeado Novo, no plantio de mudas frutíferas nos quintais de suas casas. As mudas foram provindas do recurso da própria Fundação, destinado ao Etnodesenvolvimento. No total foram 802 mudas distribuídas para 70 famílias, e as espécies estavam divididas entre Laranja, Limão, Abacate, Caju, Tangerina e Coco, sendo as Aldeias beneficiadas: Raiz, Campo Alegrinho, Recanto dos Cocais e Jerusalém.
Família Beneficiada
Os servidores Renan Paulo Franco e João Henrique Cruciol, ambos do Setor de Atividade Produtiva (STAP), orientaram as famílias em como perfurar a cova, tamanho, aplicação de calcário, transferência da muda do saquinho para a cova, e manutenção das mudas. Os indígenas fizeram mutirão para o plantio em todas as casas, e receberam o apoio da FUNAI como essencial no desenvolvimento das aldeias.
Fonte : Cruciol - Indigenista Especializado

segunda-feira, 26 de março de 2012

Carro da Funai é atingido por tiros em uma emboscada.


Municípios com áreas indígenas(verde)


Servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), que ocupavam uma caminhonete foram vítimas de uma emboscada com arma de fogo, na terra indígena de Urubu Branco, localizada na cidade de Confresa (1.160 km a Nordeste de Cuiabá). 

Os quatro servidores que estavam na região desde o dia 29 de fevereiro atuando na fiscalização e monitoramento da área, devido à briga envolvendo índios e posseiros, não se feriram. José Felix de Oliveira, servidor da Funai,  disse que a equipe seguia de Vila Rica para a cidade de Confresa.Ao passar sobre um "mata-burro" foram surpreendidos por vários disparos que atingiram vidros e porta do lado esquerdo do veículo.

O motivo seria um conflito de terras que envolve posseiros e índios. A disputa de uma área de terra está em processo judicial. 

Em 2011, a Justiça Federal deferiu um pedido de liminar permitindo a permanência dos fazendeiros que estão estabelecidos no local, até que sejam resolvidas as pendências acerca do direito de posse. 

A terra indígena em questão possui 167,5 mil hectares. A Funai entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que permitiu que os posseiros ocupantes de glebas permanecessem na área. No recurso, a Funai alegou a existência de risco à ordem pública, uma vez que permanência dos posseiros na área indígena teria criado um clima de tensão e insegurança, citando, casos de confrontos entre índios e não-índios.

A Funai de Palmas (TO), que responde pela aldeia Urubu Branco, informou que está ciente do ocorrido e vai tomar as providências cabíveis.